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A comida é a sua única forma de receber amor?

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Já é sabido que a alimentação vai muito além do seu valor nutricional. Comer pode ser também um ato de afeto. Experimentamos desde muito cedo a comida como um ato de amor. É fácil perceber isso quando lembramos, por exemplo, daquele bolo que a avó fazia ou da canja oferecida quando estávamos doentes. Essas lembranças servem como um cobertor que nos esquenta e acolhe.

 

Entretanto é importante tomar cuidado para não fazer da associação entre comida e afeto a única forma de recebermos amor. Crescemos e compulsivamente buscamos aquele gosto de avó em todos os bolos do mercado, para preencher a saudade. Porém não se encontra o bolo da avó nem o afeto. É essencial perceber que precisamos encontrar diversas formas de nos sentirmos amados.

A fúria desesperada por comida a fim de preencher um vazio emocional denuncia uma urgência para cuidar de si e dos próprios sentimentos. Nesses casos, a comida é usada como anestesia. Come-se sem parar para não sentir, até que a queixa deixa de ser a fome para ser a gordura. A angústia permanece, mas agora acompanhada do sobrepeso. Mais um problema.

Novamente, para não ter que olhar para o rombo emocional que temos no estômago, desviamos o foco do problema. Achamos que tudo na vida seria melhor se fossemos magra. O que não se compreende é que a comida e a gordura são questões secundárias. A primeira diz respeito a você. Precisamos nos escutar para sabermos o que sentimos e do que precisamos. Só assim resolveremos as questões emocionais que confundimos com a fome.

 

 

 

Texto de Helena Cardoso – Psicóloga, formada pela PUC-Rio, com especialização em Terapia Familiar Sistêmica Breve e Entrevista Motivacional.