Pesquisa Guilherme Guido – LACTATO

IMG_6249Muitos devem ter visto que iniciei, no final do ano de 2015, com o meu atleta de triathlon – Guilherme Guido – um trabalho no qual veríamos na prática de suas atividades (corrida, natação e pedal) como estariam agindo algumas suplementações e estratégias nutricionais elaboradas. Para cada estratégia/ suplementação vamos usar um aparelho (validado cientificamente) para dosar (no sangue capilar) os valores de glicemia, lactato, entre outros exames dependendo da avaliação desejada em cada teste.

A nossa primeira análise ocorreu sem nenhuma suplementação. Queria ver como o organismo dele (já bem treinado) estava reagindo às atividades. Nesse primeiro momento o nosso interesse estava voltado para o LACTATO.

FullSizeRender (1)Há muitos anos ele (o Lactato) vinha sendo acusado como “o grande vilão” causador das famosas dores/ fadigas musculares. Hoje em dia sabemos que, muito pelo contrário, o lactato pode ser suplementado para ajudar a manutenção de glicemia e evitar o consumo de glicogênio durante as provas (o que seria extremamente favorável).

Explicando de modo bem simples e resumido o que acontece: durante atividades muito intensas (pode visualizar um Sprint final de prova) utilizamos, principalmente, o sistema anaeróbio para obter energia. Nesse sistema não temos como utilizar a gordura como fonte principal energética e acabamos ficando dependentes do carboidrato (e de sua reserva – glicogênio) para tal. Como não temos “tempo suficiente” para entrar na parte aeróbia da reação (utilizando mitocôndrias e gerando água como produto final) acabamos “desviando” a reação para uma geração de energia mais imediata (anaeróbia) e, como resultado, geramos íons H+ e lactato. O lactato pode servir como uma “boa fonte” de energia para a atividade, mas os íons H+, quando em grande quantidade, acabam acidificando muito pH e limitando a continuidade da atividade.

Desta forma, apesar de o lactato não estar associaado com a fadiga, seu aumento coincide com o aumento dos íons H+ e ele pode ser um bom indicador de estresse metabólico.

Voltando ao teste, nós dosamos o lactato sanguíneo em 10 momentos de esforço máximo de um treino do atleta na bicicleta de spinning. Foram realizados 10 tiros de 40 segundos com 3 min de intervalo ativo. Fizemos isso para termos esta “base” do comportamento do lactato e para ver se, na prática, era realmente esta a via de utilização de energia dele (com isso, podemos saber exatamente qual suplemento utilizar).

Conforme esperávamos o valor de dosagem de lactato sanguíneo foi subindo progressivamente até o final do teste.

IMG_6126Tínhamos no início (momento sem atividade) um valor de 1.7mmol/L. Após o quarto tiro tínhamos o valor de 9.0 mmol/L e ao final do último (décimo) um valor de 11,1mmol/L.

Ou seja, ele estava neste momento utilizando esse sistema anaeróbio de geração de energia. Com isso, podemos pensar em estratégias de suplementação para este tipo de atividade.

A partir de agora vamos suplementar e começar a ver os resultados.

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